Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Ao Telefone!

cv.JPG 

ELE: Estou?
ELA: Olá...
ELE: Quem é?
ELA: Sou eu, a felicidade iludida.
ELE: O que é que tu queres?
ELA: Dizer que te amo.
ELE: OUTRA VEZ? Eu já ouvi isso 15 vezes. Não te cansas?
ELA: Quem ama não cansa...
ELE: Mas eu canso... Eu não te amo!
ELA: O quê?
ELE:  é isso mesmo, eu iludo e por isso me chamo ilusão do amor.


Neste exacto momento uma lágrima corre na minha face...
ELA: Como podes dizer isso?
ELE: Dizendo que não te amo. Não devo nada a ninguém.
ELA: Não deves nada?
ELE: é claro que não.
ELA: Deves sim. O teu amor.
ELE: Que amor?
ELA: Tu fazes-me voar tão alto e agora dizes que não me amas?
ELE: Deves estar a ficar louca!
E as lágrimas insistentemente não paravam de cair...
ELA: Estou mesmo louca...acreditei em ti!
ELE: Tu sabias que era só amizade, não?
ELA: Claro que não... Dizes-te tantas coisas... E ainda me deste um beijo!
ELE: Um beijo? Aquilo nem foi beijo...
ELA: Não foi? Então o que foi?
ELE: Ok... Foi um beijo sem significado.
ELA: Ah e um beijo sem significado deixa de ser beijo?
ELE: Não.
ELA: Quer dizer, eu não significo nada para ti?
ELE: Significas...
ELA: O que?
ELE: Uma grande conta de telefone no final do mes. Agora vou desligar.
ELA: NAO... Por favor!
ELE: Porque?
ELA: Porque eu te amo...
ELE: Qual o valor que o teu amor me vai dar?
ELA: Felicidade.
ELE: Eu quero coisas materiais...
ELA: Eu vou ser tua...
ELE: Isso não vale... Quanto é que tu vales?
ELA: Porque esta pergunta?
ELE: Se eu enjoar de ti posso-te empenhar?
ELA: O que é que eu fiz para me tratares assim?
ELE: Amar-me! Agora vou desligar!
ELA: NAO, por favor!!!
ELE: Queres parar com isto? TOU FARTO!
ELA: Não... por favor, não desligues.
ELE: ...
ELA: Fala comigo...
ELE: ...
ELA: Por amor de Deus, diz que me amas!
ELE: OUVE... eu já estou farto de ti. Agora vê se me esqueces.
ELA: Eu prefiro morrer do que te esquecer.
ELE: Ai é? Então mata-te!
(Ele desliga.)
ELA: Não... por favor... Não me facas isto, eu amo-te.
ALGUNS DIAS DEPOIS...
 – Do que morreu esta rapariga? - Perguntam
 – De intoxicação. - Responde a enfermeira.
- Coitada... ela tinha algum problema? - Perguntam
 – Sim, sofria de amor... - Responde a enfermeira.
E então, no dia do funeral o rapaz de que a rapariga gostava apareceu no local prestando a sua ultima homenagem e lançou uma rosa vermelha e disse baixinho:
- Amo-te!
Ela lá de cima a ver tudo, respondeu bem alto:
tarde demais!!!!!!!!!!!!!!

publicado por pura às 05:04
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Tanto tempo ...

. POEMA DA SOLIDÃO

. ....

. Como não podia deixar pas...

. As melhores de Zezé di Ca...

. Medo da chuva - Zezé di C...

. Tarde de mais - Zezé di C...

. Agata - Sozinha

. Anjos e a "Vingança"

. Ao Telefone!

.arquivos

. Agosto 2011

. Outubro 2009

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds